segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Vinicius again ... Reflexo pensamento ...

"A maior solidão é a do ser que não ama.
A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.
A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.
O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,
o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo.
Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno.
Ele é a angústia do mundo que o reflete.
Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre."

In.... the Night Fever


Foi um sucesso! Posso mesmo dizer que foi a melhor festa de Natal de que há memória na história lá do sitio, onde 5 dias por semana passo as horas do meu dia, mais até do que efectivamente gostaria.
Juntou-se um pequeno grupo, que já vão passando aquela ténue e difícil fronteira de colegas a amigos, com vontade de substituir o usual pela criatividade, transformando o encontro do grande grupo numa festa onde houve lugar às memórias, às emoções, à proximidade genuína entre tantas personalidades diferentes e interessantes, que o escasso tempo de convívio não permite, na maior parte do tempo, conhecer.
Fica a vontade, de não só repetir a experiência, como de abrir um pouco mais as "portas" desse mundo tão nosso e tão à parte, que constitui a nossa vida fora do único lugar onde nos cruzamos.
Porque só nestas ocasiões conhecemos o que existe nos outros, com quem nos cruzamos diariamente muitas vezes sem os "vermos" de facto, proporcionando-nos surpresas muito agradáveis, novas perspectivas, novas oportunidades de trocas e de crescimento.
Para lá disto ... Foi diversão máxima!! Apagar por breves horas, as canseiras da cabecinha, substituindo-as por musica, exercitando a voz e o corpo até ao extremo das rouquidões e das "lesões" musculares!!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Será preciso desenhar??!!



Ou serei eu que preciso de uma percepção nova?

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Prazeres do Palato e outras Venturas


Prazer, s. m, [entre outros] satisfação sensível ou sensual.

Experimentar novos sabores, confeccionados ou não, desenvolve sensações desconhecidas que aumentam o prazer de um palato, ávido de paladares mais singulares, que lhe estimulem as restantes fibras do ser.
Em boa companhia o prazer é redobrado.
Pena só o cenário e o contexto não serem outros.
Imperfeições da Vida. Ou não.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008


De tudo, ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.

Vinícius de Moraes

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Fortes como Aço



"A ductilidade é a propriedade física dos materiais de suportar a deformação plástica, sob a acção de cargas, sem se romper ou fracturar". Esta é uma propriedade do aço.


E se a transpuséssemos para a realidade humana? Não será umas das propriedades que a vida, que criámos para nós próprios, nos obriga também a ganhar?


O ritmo e os valores que regem a vida em sociedade, nestes últimos séculos de “fast progress” , obrigam-nos a “ductilidar-nos” ao sabor dos desmandos de quem pode, mesmos que esses sejam os seres mais energúmenos e incapazes, que tiveram a sorte ou a esperteza de viscosamente subir a escadinha do poder, e a que nós, os que se recusam a caminhar sobre terrenos que não sejam constituídos pelo adubo do esforço, do mérito e da competência, temos que infelizmente de aturar e muitas vezes nos sujeitar.

Saber viver hoje em dia é uma tarefa para lá de difícil. Manter os valores humanos que penosamente vamos construindo ao longo do tempo, a nossas expensas, sem nos deixarmos conspurcar pelas visões estreitas de quem nos rodeia, obriga-nos a adquirir essa capacidade dúctil, que se por um lado nos torna mais fortes e seguros, não deixa de nos marcar de um cansaço que só se desvanece no calor dos afectos, base de sustentação de todo o ser humano.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Mãe Natal passou por aqui!


Acabaram-se os stresses!

Mamãe Noel chegou uns dias mais cedo e trouxe uma caixinha com uma máquinazinha nova!

Linda! Móvel! Operacional e nada temperamental! Perfeita!

A famelga que me perdoe mas este ano .... presentinho só mesmo para mim. Mas a causa é nobre e certamente me perdoarão este pecadilho, afinal de contas continuarão a ter o melhor presente de todos: Eu!

Adoro o Natal! LOL

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Procura-se um amigo

"Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objectivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive "
Vinicius de Moraes

Procura-se um amor que nasça e se cimente deste ponto. Que cresça, se embeleze e se funda na emoção crescente do toque, do cheiro e da vibração que nos marcará de uma forma indelével.
Procura-se quem nos faça desenterrar na própria alma o que melhor existe em nós.
Ter-te-ei encontrado?

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Tributo à Amizade

Sabemos o valor certo de uma amizade, quando um amigo que se conhece há pelo menos 15 anos mas que apenas vemos de 2 em 2 anos (já a contar por baixo), acorre ao nosso s.o.s desesperado, disponibilizando dois dias e meio do seu fim-de-semana, para nos arranjar a máquina que decidiu morrer na semana que mais precisava dela!!
V. és o maior! Adoro-te!!

The "Venus & Jupiter" Show


18.30
- Tá um frio que não se pode! - Digo enquanto o carro desce o monte, olhando para um céu limpo e vítreo próprio de dias geladamente secos.
Os meus olhos procuram a lua como habitualmente, adorações antigas sem nenhum propósito específico pr’além do fascínio em si, e encontro-a acompanhada de duas novas amigas.
- Que estranho, nunca tinha reparado naquelas 2 estrelas … Vês? Nunca as vi ali!
- Não? Serão estrelas novas acabadas de nascer? – Responde-me o meu irmão a gozar
- Estranho … - penso – nunca reparei que ali estivessem …

23.07
Recebo sms do meu irmão: “ Planeta Vénus e Júpiter num alinhamento raro visível perto da lua. Lá estão as duas estrelas estranhas.”
Respondo: “ A sério??!! Onde é que viste isso?!” (não fosse o caso de o gozo se estender)
Resposta recebida: “RFM. Nas Noticias”

E toca de procurar na net a veracidade da afirmação. E aqui está ela.

Não que este acontecimento raro traga para minha vida mais do que a alegria intima de quem, frequentemente distraída, consegue observar um fenómeno natural sem que lho digam antecipadamente. É mesmo só porque o que está acima da Terra é absolutamente fascinante e remete-nos para o nosso verdadeiro lugar – o de quem tem ainda tanto para aprender!