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terça-feira, 21 de julho de 2009
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Desatando nós.......
"Quer saber o que realmente é ser inteligente? É a atitude de não parar nunca, não desistir de si mesmo, não se deixar morrer por dentro ... É entender que sempre existem outras opções, outras portas e janelas abrindo-se e fechando-se para nós a cada passo que damos, a cada escolha que fazemos, a cada posicionamento que assumimos."Correr desenfreadamente faz esquecer conceitos tão essenciais quanto libertadores ... E sabe bem (re)pensar neles. Reestruturarmo-nos por dentro é (re)encontrar os valores que nos constituem e cimentá-los com o auxilio da experiência que a vida já nos proporcionou e daqueles, que mais experientes e sábios, se cruzam no nosso caminho.
A necessidade da mudança é sinónimo de progresso e de crescimento. A leitura e a reflexão traduzem-se em forças muito mais eficazes que as pílulas tão em voga neste século. O século onde todos somos obrigados a ser felizes, seja lá o que isso for, onde se foge do sofrimento "como o diabo da cruz", onde chorar é sinónimo de fraqueza e dos "fracos não reza a história".
Que tipo de "Humanidade" estamos a construir?!
do Lat. humanitate ; o género humano; natureza humana; clemência; benevolência; amor do próximo.
Não esta certamente.... Numa sociedade cada vez mais egoísta e exigente, onde os valores materiais predominam fomentando a competição e a desumanidade este é um livro despretensioso, escrito de uma forma clara e bem humorada que vai muito mais além do que um simples livro de auto ajuda. " Responde a dúvidas sobre temas instigantes do cotidiano: escolhas e suas consequências, gerenciamento do tempo, auto conhecimento, comportamento, motivação, desenvolvimento pessoal, capacitação profissional, auto-aceitação, revisão de paradigmas, medos, relacionamento interpessoal, ansiedade. (...) propõe-se a ajudar no processo gradativo de auto conquista, tornando conscientes habilidades, potenciais, virtudes e hábitos nocivos. A obra oferece um guia para essa viagem interior, a jornada em direcção ao auto conhecimento, rejeitando com firmeza receitas milagrosas e fórmulas mágicas."
Recomenda-se! (Para ler com pronuncia brasileira) :)
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
"A Última Aula" de Randy Pausch
"Conquistar os nossos sonhos de criança" É uma inspiração! Escrito com um humor e uma simplicidade contagiante que nos faz pensar sobre o que é de facto essencial nas nossas vidas, sobre o que vamos conquistando internamente através da experiência de viver e o que dessas conquistas é digno de ser legado aos outros no dia que morrermos. O que teremos para oferecer será o que realmente somos.
Esta ideia leva-nos a relativizar a maior parte das preocupações que nos ocupam a mente e os dias, a reformular o conceito do "tempo" e a gestão que dele fazemos.
Randy Pausch, Professor de Ciência Computacional, um conceituado investigador no campo da realidade virtual, tinha 46 anos, um cancro no pâncreas e 6 meses de vida, quando foi convidado pela Universidade a que estava ligado para participar numa palestra organizada anualmente intitulada "A Última Aula". A ideia principal é o palestrante convidado imaginar a sua própria morte e falar sobre o que ache ser o mais importante para si.
Para ele foi fácil ... O tema escolhido foi a Vida. E as lições que deixa são para mim as mais valiosas. Relembra-nos os valores mais importantes como a coragem, a força de se tentar sempre ir mais longe, de ultrapassar as nossas próprias barreiras, o optimismo construtivo, a gratidão, os afectos, o amor.
Esta foi a maneira como decidiu viver os seus últimos meses de vida. E neste livro conta as coisas que mais o marcaram ao longo da vida e que fizeram dele a pessoa e o professor fantástico que é.
Este é o seu legado. E vale a pena ler. E ouvir. E reler para não esquecer.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Vinicius again ... Reflexo pensamento ...
"A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.
A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.
O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,
o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo.
Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno.
Ele é a angústia do mundo que o reflete.
Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre."
domingo, 26 de outubro de 2008
Quando se sabe ...

... sabe-se sempre! Completamente diferente do seu primeiro grande sucesso internacional "A Sombra do Vento", este é um romance mais "negro" mas igualmente bem escrito, magistralmente bem estruturado, que nos remete novamente a Barcelona, aos seus bairros, às suas ruas, à sua arquitectura, desenterrando as memórias do leitor que conhecendo a cidade, não consegue deixar de percorre-la com as personagens, envolvendo-se na história qual sombra que mais do que "ler" a visualiza como se dela fizesse parte.
A atmosfera da intriga é estranha e parece muitas vezes quase absurda, mas lida para lá do seu sentido literal, não deixa de nos fazer pensar nesta dicotomia moral que nos compõe a todos - bom/mau - e de como entre um lado e outro, a linha que os divide é tão ténue e facilmente transponível, que não nos permite rotular o "outro" de uma forma definitiva sem que o façamos de uma forma leviana.
Poder optar é premissa do livre-arbitrio e é este que sustenta a nossa liberdade. E a liberdade traz sempre com ela a responsabilidade traduzida nas consequências de cada acto, de cada palavra, de cada caminho que escolhemos percorrer.
Poder optar é poder mudar de caminho sempre que a consciência o peça - percorremos as nossas ruas internas, os nossos lugares secretos, e lançamos mãos à obra - destruimos uns, reabilitamos e construimos de raiz outros. Restruturamo-nos. Tudo em nome dessa paz interna que todos procuramos, também chamada de felicidade, e que só existe nas mil e uma formas em que o Amor se apresenta.
É a minha leitura ... haverá outras ... e esta é a magnificência da Literatura!
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